thebooker:

I have this beautiful art by the extremely talented risarodil on the wall in my mini library. You can buy it here

(via magic-in-every-book)

Há 2 meses 1.310 notas

nevver:

Hitchcock

Há 6 meses 10.329 notas
Há 6 meses 6.240 notas
3rd
Janeiro
62 notas
Reblog
helendurth:

Reality Bites

helendurth:

Reality Bites

Há 7 meses 62 notas
3rd
Janeiro
21 notas
Reblog
Há 7 meses 21 notas
3rd
Janeiro
8 notas
Reblog
ocdanimation:

Winona forever! Reality Bites!!

ocdanimation:

Winona forever! Reality Bites!!

Há 7 meses 8 notas

<3

Há 7 meses 3.495 notas

A Vida Secreta de Walter Mitty (traduzido em português)

[Leia o texto original clicando aqui]

- Vamos atravessar! - a voz do Comandante era como o quebrar de uma fina camada de gelo. Estava de uniforme de gala e tinha o boné branco, cheio de galões, caído displicentemente sobre um dos olhos frios e cinzentos.
- Não vamos conseguir, Senhor Comandante. Vem aí um furacão, se quer saber a minha opinião.
- Não quero saber a sua opinião, Tenente Berg - disse o Comandante - Potência máxima! Aumentem a velocidade de rotação até os 8.500! Vamos atravessar!
Intensificou-se o bater dos cilindros: tá-poquetá-poquetá-poquetá-poquetá-poquetá! O Comandante ficou por um momento a observar o gelo que se formava na janela do piloto. Em seguida girou uma fileira de botões complicados.
- Liguem o motor auxiliar número 8! - gritou.
- Liguem o motor auxiliar número 8! - repetiu o Tenente Berg.
- Potência total na torre número 3! - gritou o Comandante.
- Potência total na torre número 3!
A tripulação, ocupada nas várias tarefas dentro do gigantesco hidroavião da Marinha, propulsionado por oito motores, entreolhava-se e sorria.
- O Velho vai fazer-nos atravessar - diziam entre si - O Velho não tem medo do Inferno…
- Não vá tão depressa! Você está correndo demais! - disse a Sra. Mitty - Por que você dirige tão rápido?
- Ã? - disse Walter Mitty.
Espantado, olhou para a mulher, sentada no banco ao seu lado. Pareceu-lhe muito pouco familiar, como uma desconhecida que no meio da multidão lhe tivesse gritado uma coisa qualquer.
- Você estava a mais de oitenta por hora - disse - Você sabe que não gosto de andar a mais de sessenta. Você estava a mais de oitenta.
Walter Mitty continuou a conduzir em silêncio até Waterbury, enquanto o rugido do SN202, que enfrentava a pior tempestade em vinte anos de Aviação Naval, desaparecia nas remotas e íntimas rotas aéreas do seu pensamento.
- Você está ficando tenso outra vez - disse a Sra. Mitty - Você está num daqueles dias. Devia deixar que o Dr. Renshaw o examinasse.
Walter Mitty parou o carro em frente ao prédio onde a mulher ia ao cabeleireiro.
- Lembre-se de comprar as galochas enquanto estou no cabeleireiro - disse ela.
- Não preciso de galochas - disse Mitty.
Ela devolveu o espelho à bolsa.
- Já discutimos isto - disse, saindo do carro - Você não é mais uma criança.
Ele fez o motor acelerar um pouco.
- Por que você não coloca as luvas? Você perdeu as luvas?
Walter Mitty levou a mão ao bolso e tirou as luvas. Colocou-as, mas depois que a mulher virou-se e entrou no prédio e que ele chegou ao sinal, começou a tirá-las novamente.
- Vamos com esse carro! - repreendeu o policial, quando o sinal abriu. Mitty tirou apressadamente as luvas e avançou num solavanco. Dirigiu sem destino pelas ruas durante algum tempo e passou em frente ao hospital, a caminho do estacionamento.
- …É o banqueiro milionário, Wellington McMillan - disse a bonita enfermeira.
- Sim? - respondeu Walter Mitty, tirando lentamente as luvas - Quem está tomando conta do caso?
- O Dr. Renshaw e o Dr. Benbow, mas há também dois especialistas, o Dr. Remington de Nova Iorque e o Dr. Pritchard-Mitford de Londres. Veio de avião.
Abriu-se uma porta em um corredor comprido e frio e apareceu o Dr. Renshaw. Parecia aturdido e extenuado.
- Olá, Mitty - disse - Estamos passando um mau bocado com McMillan, o banqueiro milionário que é amigo íntimo de Roosevelt. Obstrução terciária de canal. Gostaria que você o olhasse.
- Com muito prazer - disse Mitty.
Na sala de operações houve apresentações sussurradas.
- Dr. Remington, Dr. Mitty. Dr. Pritchardd-Mitford, Dr. Mitty.
- Li o seu livro sobre estreptotricose - disse Pritchard-Mitford, apertando-lhe a mão - Um trabalho brilhante.
- Obrigado - respondeu Walter Mitty.
- Não sabia que você estava nos Estados Unidos, Mitty - resmungou Remington - Chamaram-me e ao Mitford para ensinar o padre nosso ao vigário!
- Você é muito amável - disse Mitty.
Uma máquina enorme, complicada, ligada à mesa operatória, com muitos tubos e fios, começou nesse momento a fazer poquetá-poquetá-poquetá. - O novo aparelho de anestesia está falhando! - gritou um estagiário - Não há ninguém no país que saiba consertá-lo!
- Fique quieto! - disse Mitty numa voz baixa e controlada.
Correu para a máquina, que agora fazia poquetá-poquetá-pip-poquetá-pip. Pôs-se a dedilhar delicadamente uma fileira de botões cintilantes.
- Dêem-me uma caneta-tinteiro! - disse, áspero.
Alguém lhe passou uma caneta-tinteiro. Ele puxou um pistão avariado da máquina e introduziu a caneta no seu lugar.
- Isto vai agüentar uns dez minutos - disse - Continuem a operação.
Uma enfermeira veio correndo e sussurrou uma coisa qualquer a Renshaw, e Mitty viu o médico empalidecer.
- Instalou-se a coriopse! - exclamou Rennshaw, nervoso - E se você tomasse o meu lugar, Mitty?
Mitty olhou para ele, para a figura amedrontada de Benbow, que suava em bicas, e para a fisionomia carregada e hesitante dos dois grandes especialistas.- Se você prefere - disse.
Vestiram-lhe uma bata branca; ajustou a máscara e colocou umas luvas finas; as enfermeiras passavam-lhe reluzentes instrumentos cirúrgicos…
- Para trás, chefe! Cuidado com esse Buick! - Walter Mitty pisou fundo no freio - Você está na contra-mão! - disse o empregado do estacionamento, olhando fixamente para Mitty.
- Ih! é! - murmurou Mitty.
Com cautela, começou a dar marcha-à-ré na pista que dizia “Saída”.
- Deixe-o aí! - disse o empregado - Eu o dirijo.
Mitty saiu do carro.
- Olhe, é melhor deixar a chave.
- Ah! é! - disse Mitty, passando-lhe a chave da ignição.
O empregado saltou para dentro do carro, recuou com uma perícia insolente, e o arrumou no lugar.
São tão terrivelmente convencidos, pensou Walter Mitty, caminhando pelas ruas do centro da cidade; pensam que sabem tudo. Uma vez tentara tirar as correntes das rodas do carro, nos arredores de New Milford, e as enrolou todas nos eixos. Teve que vir um homem num reboque para desenrolá-las. Um jovem mecânico que não parava de rir. Desde então a Sra. Mitty sempre o fazia levar o carro à oficina para tirarem as correntes. Da próxima vez, pensou, vou com o braço na tipóia; eles assim já não vão sorrir. Vou com o braço na tipóia e eles hão de ver que eu não poderia de modo nenhum tirar as correntes sozinho. Enterrou o pé na lama do passeio. - Galochas - disse para consigo mesmo, e pôs-se à procura de uma sapataria.
Quando voltou para a rua, com as galochas numa caixa debaixo do braço, Walter Mitty começou a pensar qual seria a outra coisa que a mulher lhe tinha dito para trazer. Ela falara duas vezes, antes de saírem de casa para Waterbury. De certa forma ele detestava estas viagens semanais à cidade - sempre fazia alguma coisa errada. Lenços de papel – pensou – pomada, lâminas de barbear? Não. Pasta de dentes, escova de dentes, bicarbonato, esponja-de-aço, desiderato, estardalhaço? Desistiu. Mas ela ia lembrar-se. “Onde está o não-sei-o-quê”, perguntaria. “Não me diga que esqueceu do não-sei-o-quê”. Passou um rapaz a vender jornais e a gritar uma coisa qualquer sobre o julgamento de Waterbury.
- …Talvez isto lhe refresque a memória - O promotor agitou uma arma pesada diante da figura calma no banco das testemunhas - Já viu isto alguma vez?
Walter Mitty pegou a arma e a examinou com perícia.
- É a minha Webley-Vickers 50.80 - disse calmamente.
Um zum-zum de agitação percorreu o tribunal. O Juiz apelou à ordem.
- Imagino que o senhor seja um atirador de primeira com todo o tipo de armas de fogo - prosseguiu o promotor, num tom insinuante.
- Objeção! - gritou o advogado de Mitty - Demonstramos que o réu não pode ter disparado. Demonstramos que ele tinha o braço direito na tipóia, na noite de 14 de julho.
Walter Mitty levantou a mão por um momento e os advogados se calaram.
- Com todo o tipo de arma conhecido - disse, tranqüilo - eu poderia ter matado Gregory Fitzhurst a cem metros de distância com a minha mão esquerda.
Gerou-se o pandemônio na sala. Elevou-se sobre o tumulto um grito de mulher e de repente uma bela morena estava nos braços de Mitty. O promotor esbofeteou-a selvagemente. Sem se levantar da cadeira, Mitty deu ao homem o que ele merecia, na ponta do queixo.
- Cão desprezível!…
"Ração pra cachorro", disse Walter Mitty. Estacou o passo e os prédios de Waterbury emergiram do tribunal nebuloso para novamente o rodearem. Uma mulher que passava sorriu.
- Ele disse “ração pra cachorro” - disse ao seu companheiro - Aquele homem disse “ração pra cachorro”, falando sozinho.
Walter Mitty apressou-se. Entrou numa loja de animais, não a primeira que encontrou mas uma segunda, menor, um pouco acima na mesma rua.
- Eu queria ração pra cachorro de raça, pequeno - disse ao empregado.
- Deseja alguma marca em particular?
O melhor atirador do mundo pensou por um momento.
- Na caixa está escrito: “Os cachorros ladram por ela” - disse Walter Mitty.
A mulher sairia do cabeleireiro em quinze minutos, pensou Mitty olhando para o relógio, se não tivesse problema para secar os cabelos; às vezes havia problema para secar os cabelos. Ela não gostava de chegar primeiro ao hotel; queria que ele estivesse ali à espera, como de costume. Ele encontrou uma poltrona de couro na entrada, de frente para uma janela, e colocou as galochas e a ração pra cachorro no chão. Pegou um velho número da revista Liberty e afundou-se na poltrona. “Pode a Alemanha Conquistar o Mundo pelo Ar?” Walter Mitty olhou para as fotografias de bombardeiros e de ruas destruídas.
- …O bombardeio deixou o jovem Raleigh muito nervoso, Capitão - disse o Sargento.
O Capitão Mitty levantou os olhos para ele, por entre os ralos cabelos despenteados.
- Metam-no na cama - disse, cansado - Com os outros. Vou voar sozinho.
- Não pode fazer isso, Capitão - disse, ansioso, o Sargento - São necessários dois homens para controlar esse bombardeiro e os inimigos estão fazendo do céu um inferno. O palco dos combates vai daqui até Saulier.
- Alguém tem que chegar àquele paiol - disse Mitty - Lá vou eu. Uma dose de conhaque?
Serviu uma dose para o Sargento e outra para si. A guerra trovejava e gemia à volta da trincheira e fustigava a porta. A madeira estalou e farpas atravessaram a sala.
- Foi por pouco - disse o Capitão Mitty, despreocupadamente.
- O fogo de artilharia aproxima-se - disse o Sargento.
- Só se vive uma vez, Sargento - disse Mitty, no seu sorriso leve e rápido - Não é?
Serviu mais uma dose de conhaque e a engoliu de um trago.
- Nunca vi ninguém agüentar o conhaque como o senhor - disse o Sargento - Com o devido respeito, Capitão.
O Capitão Mitty levantou-se e pôs no ombro a sua gigantesca Webley-Vickers automática.
- São 40 quilômetros de inferno - disse o Sargento.
Mitty acabou uma última dose de conhaque.
- No fundo - disse suavemente - o que é que não é um inferno?
Aumentavam os tiros de canhão; ouviu-se o rá-tá-tá das metralhadoras, e veio de algum lugar o ameaçador poquetá-poquetá-poquetá dos novos lança-chamas. Walter Mitty foi para a porta da trincheira cantarolando “Auprès de Ma Blonde”. Virou-se e acenou ao Sargento: “Até breve!”, disse…
Algo lhe bateu no ombro.
- Estou à sua procura pelo hotel inteiro - disse a Sra. Mitty - Por que você teve de se esconder nessa cadeira velha? Como é que queria que eu o encontrasse?
- O cerco aperta-se - disse Walter Mitty vagamente.
- O quê? - disse a Sra. Mitty - Você trouxe o não-sei-o-quê? A ração pra cachorro? O que é que está dentro dessa caixa?
- As galochas - disse Mitty.
- Você não podia tê-las calçado na loja?
- Estava pensando - disse Walter Mitty - Nunca lhe ocorreu que eu às vezes posso estar pensando?
Ela olhou para ele.
- Quando chegarmos em casa vou ver se você tem febre - disse.
Passaram pelas portas giratórias que rangiam um tanto zombeteiramente quando empurradas. Estavam a dois quarteirões do estacionamento. Ao chegarem à esquina da farmácia ela disse: “Espere aqui por mim. Esqueci-me de uma coisa. É só um instantinho”. Foi mais do que um instantinho. Walter Mitty acendeu um cigarro. Começou a cair uma chuva fina. Ele pôs-se a fumar encostado à parede da farmácia… Endireitou os ombros e juntou os calcanhares. “Para o inferno com esse lenço”, disse Walter Mitty com desdém. Deu uma última tragada e atirou o cigarro no chão. Depois, com aquele sorriso leve e rápido brincando nos lábios, encarou o pelotão de fuzilamento, impassível, orgulhoso e desdenhoso. Walter Mitty, o invencível, impenetrável até o fim.

James Thurber


James Thurber (1894-1961) nasceu em Columbus, Ohio, onde, depois de freqüentar a Universidade, começou a sua longa carreira de jornalista. Foi repórter em Paris para o Chicago Tribune, mudando-se em 1926 para New York, onde começou por trabalhar para o Evening Post. No ano seguinte entrou para a redação do New Yorker, recentemente fundado por Harold Ross. Durante anos o jornal foi marcado pelo humor e pelo rigor conciso da sua escrita, acompanhada muitas vezes pelas suas inconfundíveis ilustrações. Aí saíram quinze dos seus livros e aí foi publicado, pela primeira vez, A Vida Secreta de Walter Mitty, o conto que tornaria Thurber conhecido em todo o mundo. O seu breve retrato de um sonhador compulsivo penetrou rapidamente na língua. Criaram-se clubes Walter Mitty. A personagem de Thurber passou do New Yorker para o Reader’s Digest e daí para revistas de medicina, para o cinema, para a ópera, para o rádio e para o musical. Thurber morreu afetado pela cegueira que o ameaçava desde a infância. Um dos seus últimos pedidos foi que, no dia da sua morte, “A vida secreta de Walter Mitty” fosse publicado no New Yorker.

[FONTE: ghiorzi]

Há 8 meses 1 nota
8th
Dezembro
35 notas
Reblog
Há 8 meses 35 notas

"Você tem um bom coração. Às vezes isso já salva a pessoa, seja lá onde ela estiver. Mas nem sempre."

- Lugar Nenhum, Neil Gaiman

Há 8 meses 5 notas

"Estamos sempre vivendo os últimos dias. Quanto tempo nós temos? Cem anos ou muito, muito menos até que chegue ao fim o nosso mundo."

- Sinal e Ruído

Há 8 meses 3 notas
2nd
Dezembro
45 notas
Reblog
♥

Há 8 meses 45 notas

Sorteio de uma camiseta do Neil Gaiman

Quer ganhar essa camiseta lindona inspirada no Neil Gaiman? O Pipoca Musical em parceria com o Taboo Shop criou essa estampa em homenagem ao especial de aniversário do autor, que está acontecendo em novembro lá no blog.

Pra ganhar a camiseta, é só seguir o passo a passo do formulário abaixo.

a Rafflecopter giveaway

REGRAS

1) Siga as regras obrigatórias para validar a sua participação.

2) A promoção é válida de 18/11/2013 a 30/11/2013.

3) O prêmio será enviado pelo Pipoca Musical após o recebimento das informações do ganhador via e-mail.

4) Para participar é necessário ser residente ou ter um endereço de entrega no Brasil. O blog não se responsabiliza por extravios dos Correios ou endereços incompletos/errados.

5) O sorteado receberá um e-mail e terá 48h para responder com seus dados de envio, senão outro sorteio será realizado.

6) O resultado da promoção será divulgado nas redes sociais do blog (Twitter e Facebook).

7) O prêmio é pessoal e intransferível e não poderá ser trocado por outro prêmio ou dinheiro.

8) Perfis falsos serão desclassificados, assim como perfis que não cumprirem os três primeiros passos obrigatórios.

9) Casos não previstos neste regulamento serão avaliados pela equipe do Pipoca Musical.

Há 8 meses 1 nota

disneypixar:

“The fundamental job of a story artist is to take the script and translate it into a visual form.” - Story Supervisor Kelsey Mann

Há 8 meses 530 notas

This is a tshirt art made by Taboo Shop + Pipoca Musical to a Neil Gaiman’s Special for his birthday. (Brazilian store and Brazilian blog)

There are elements of some books he wrote, like “The Ocean of the End of the Lane”, “American Gods”, “Anansi Boys”, “Neverwhere”, “Coraline”, “The Wolves Inside Walls”, “The Graveyard Book" and "Fortunately, the Milk". The reviews can be viewed in Pipoca Musical. During November there will be a plenty more. :)

HOPE YOU LIKE IT NEIL <3

Há 9 meses 3 notas